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Analise sintatica das oracões
 
Gramática:
Uma gramática é um estudo ou tratado que, orientado para um fim, reflete sobre o idioma em si. De fato, a reflexão gramatical não se exercita no vazio, no inespecífico.

Tipo de Sujeito

O sujeito pode ser, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), classificado em simples, composto, indeterminado, desinencial ou implícito e inexistente. Nesse último caso, temos o que se convencionou chamar de oração sem sujeito.

Sujeito simples

É o sujeito que tem apenas um núcleo representativo. Aumentar o número de características a ele atribuídas não o torna composto. Exemplos de sujeito simples (o sujeito está em negrito):

Maria é uma garota bonita.
A pequena criança parecia feliz com seu novo brinquedo.
Rafaela é chata.
Manuela é amiga de verdade.
Isabella é minha melhor amiga.

Sujeito composto

É aquele que apresenta mais de um núcleo, escrito na oração.

Pedro e Paulo são amigos.
Paula e Carla fizeram compras no sábado.
Bruna e Michelle trabalham juntas.
Tiago e Sara amam-se.
Fabiana e Sandy são demais.
Bruna e Natália são as minhas melhores amigas.
O sujeito também pode vir depois do verbo:

Saíram Pedro e Paulo.
Saiu Pedro e Paulo.

Note que, no segundo caso, o verbo "saiu" concorda com o sujeito "Pedro", mais próximo a ele. Isso é permitido apenas quando o sujeito composto está posposto ao verbo; chama-se concordância atrativa

Sujeito desinencial, implícito, oculto, elíptico ou subentendido

Sujeito oculto, elíptico ou desinencial é aquele que não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo.

Fechei a porta.
Quem abriu a porta?
Apesar do sujeito não estar expresso, pode ser identificado na oração: Fechei a porta Eu. E na frase Quem abriu a porta?, o identificado é ele.

Obs.: As classificações do sujeito, em Língua Portuguesa, são apenas três: simples, composto e indeterminado. Dar o nome de Sujeito desinencial, elíptico ou implícito não equivale a classificar o sujeito, mas somente determinar a forma como o sujeito simples se apresenta dentro da estrutura sintática. No mais, a classificação Sujeito Oculto foi abolida, por questões técnico-formais e lingüistico-gramaticais, passando a denominar-se Sujeito Simples Desinencial, uma vez que se pode determiná-lo através dos morfemas lexicais terminativos das formas verbais, situação na qual, para indicar que o sujeito se encontra elíptico usa a forma pronominal reta equivalente à pessoa verbal entre parênteses. Assim, na estrutura sintática: "Choramos todos os dias", para indicar o sujeito simples subentendido na forma verbal, colocamo-lo entre parênteses da seguinte forma: (Nós)= Sujeito Simples Desinencial.

Sujeito indeterminado

Sujeito indeterminado é o que não se nomeia ou por não se querer ou por não se saber fazê-lo. Podemos dizer que o sujeito é indeterminado quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada, ou por se desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse no seu conhecimento. Aparecerá a ação, mas não há como dizer quem a pratica ou praticou.

Há três maneiras de identificar um sujeito indeterminado:

a) O verbo se encontra na 3ª pessoa do plural.

Dizem que eles não vão bem.
Estão chamando o rapaz...
Falam de tudo e de todos.
Falaram por aí...
Disseram que ele morreu.

b) Com um Verbo Transitivo Indireto, somente na 3ª pessoa do singular, mais a partícula se.

Precisa-se de livros. (Quem precisa, precisa de alguma coisa ? verbo transitivo indireto)
Necessita-se de amigos. (Quem necessita, necessita de alguma coisa ? verbo transitivo indireto)
A palavra se é um índice de indeterminação do sujeito, pois não se pode dizer quem precisa ou quem necessita.

Cuidado! Caso você encontre frases com Verbo Transitivo Direto:

Compram-se carros. (Quem compra, compra alguma coisa ? verbo transitivo direto)
Vende-se casa. (Quem vende, vende alguma coisa ? verbo transitivo direto)
Não se caracteriza sujeito indeterminado, pois nos casos de VTD, a partícula "se" exerce a função de partícula apassivadora e a frase se encontra na voz passiva sintética. Transpondo as frases para a voz passiva analítica, teremos:

Carros são comprados (sujeito: "Carros");
Casa é vendida (sujeito: "Casa").
c) Com um Verbo Intransitivo, somente na 3ª pessoa do singular, mais a palavra se, índice de indeterminação do sujeito.

Vive-se feliz, aqui.
Aqui se dorme muito bem.

Orações Sem Sujeito

Observação: Dar o nome de Oração sem Sujeito (OSS) não se constitui, formalmente, da classificação do sujeito, mas da oração enquanto estrutura lingüística desprovida de sujeito.

verbos que não têm sujeito, ou este é nulo. A língua desconhece a existência de sujeito de tais verbos. Uma oração é sem sujeito quando o verbo está na terceira pessoa do singular, sobretudo os seguintes:

1. Com os verbos que indicam fenômenos da natureza, tais como anoitecer, trovejar, nevar, escurecer, chover, relampejar...

Trovejou muito.
Neva no sul do país.
Anoitece tarde no verão.
Chove muito no Amazonas.

OBS:
esses mesmos verbos têm sujeito quando são utilizados em sentido figurado.
2. Com o verbo haver, significando existir.

Ainda há amigos.
Haverá aulas amanhã.
Há bons livros na livraria.
Há gente ali.
Há homens no mar.
Há dois dias que não durmo.
3. Com os verbos fazer, haver e estar indicando tempo, decorrido ou não.

Está quente esta noite.
Faz dez anos que não o vejo.
Faz calor terrível no verão.
Está na hora do recreio.
4. Com o verbo ser indicando tempo.

Era em Londres.
É tarde.
Era uma vez.
Foi em janeiro.
5. Com os verbos ir, vir e passar indicando tempo.

Já passa de um ano... .
Já passa das cinco horas.
Observação importante: existem advérbios que exercem claramente a função sintática de sujeito, a qual é própria de substantivos.

Amanhã é feriado nacional. (O dia de amanhã...)
Aqui já é Vitória (Este lugar...)
Hoje é dia de festa. (O dia de hoje...)
Agora já é noite avançada. (Esta hora...)
Nota: Oração Sem Sujeito também pode ser chamada de OSS

Predicado

O que o predicado não é
Importante é arriscar que o predicado não é o verbo, bem como é tudo aquilo que pertence ao sujeito. Ainda mais, o vocativo e o aposto(Nome, ou Expressão Equivalente, que exerce a mesma função sintática de outro elemento a que se refere.) não são, nem fazem, formalmente, parte de um predicado.

Tipos de Predicado

O predicado pode ser nominal, verbal ou verbo-nominal (também escrito verbo nominal).

Predicado Verbal

Possui por núcleo um verbo significativo, também denominado de nocional; ou seja: verbo que exprime ação.

O ministro do Sítio anunciará um pacote de reajuste de impostos.
O Administrador de redes bloqueou o acesso dos alunos ao Orkut.
Bush invadiu o Iraque, baseando-se em justificativas infundadas.

Predicado Nominal

Possui por núcleo um sintagma nominal (substantivo ou, normalmente, adjetivo), denominado, sintaticamente, de predicativo do sujeito. Integra esse termo da oração um verbo de ligação, também chamado de verbo não-significativo (uma vez que não expressa ação) ou de verbo relacional.

O acesso à internet banda larga está cada vez mais ao alcance da classe média urbana..
Franco-Dousha é o mais novo fórum lingüístico da atualidade.
Estou com uma vontade louca de comer chocolate!.
Chico está doente.
Carlos Drummond de Andrade é um poeta notável.

Predicado Verbo-Nominal

Também grafado como verbo nominal, este encerra em si mesmo uma união de predicados. Apresenta um verbo significativo (núcleo do predicado verbal) e um predicativo (núcleo do predicado nominal). Portanto, são dois núcleos.

Alegre, ela entrou na sala.
João abaixou os olhos pensativo.
Considero inesquecível o projeto exposto.

Predicativo

É o termo que indica uma qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto direto ou do objeto indireto. No predicado nominal sempre existe predicativo do sujeito.

No predicado verbo-nominal, sempre existe predicativo do sujeito ou do objeto direto o do objeto indireto.

Exemplo:

Ele está triste

Predicativo do sujeito: triste.

Os alunos são inteligentes.

Predicativo do sujeito: inteligentes

O trem chegou quebrado.

Predicativo do sujeito: quebrado

Nomeei José o meu secretário.

Predicativo do objeto direto: o meu secretário

Chamei-o de ladrão.

Predicativo do objeto indireto: ladrão.

O PREDICATIVO PODE SER:

a) do sujeito.

b) do objeto direto

c) do objeto indireto

 
 
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