O vidro é uma mistura de areia,
barrilha, calcário, feldspato e aditivos que, derretidos
a cerca de 1.550°C, formam uma massa semi-líquida
que dá origem a embalagens ou a vidros planos.
O principal componente do vidro é a sílica,
é possível fazer vidro só com a fusão
da sílica. Boa parte dessas matérias primas
é importada ou provém de jazidas em franco
esgotamento. Além destas substâncias, existem
pequenas quantidades de outras impurezas derivadas da
matéria-prima, por exemplo, óxido de ferro,
além de outras que podem ser adicionadas intencionalmente
de acordo com a qualidade do vidro, por exemplo, corantes
(metais como o ferro, cobalto, cromo e manganês).
Existem vários tipos de vidros,
dentre eles:
- Vidro soda-cal (vidro comum): 90% do vidro fabricado.
- Vidro borosilicato (contém óxido de boro).
Ex.: Pyrex.
- Vidro de chumbo (contém óxido de chumbo).
Ex.: Cristal.
- Vidros especiais (fórmulas especiais).
- A temperatura de fusão do vidro varia com o tipo.
Na reciclagem do vidro, o caco funciona
como matéria-prima já balanceada, podendo
substituir o feldspato que tem função fundente,
pois o caco precisa de menos temperatura para fundir.
Os cacos devem ser separados por cor (transparente, marrom
e verde). O vidro comum funde a uma temperatura entre
1000oC e 1200oC, enquanto que a temperatura de fusão
da fabricação do vidro, a partir dos minérios,
ocorre entre 1500oC e 1600oC. Nota-se assim que a fabricação
do vidro a partir dos cacos economiza energia gasta na
extração, beneficiamento e transporte dos
minérios não utilizados. A economia de energia
é a principal vantagem do processo, em termos econômicos,
pois reflete na durabilidade dos fornos.
O Brasil, no
entanto, só recicla 14,2% do vidro que consome,
o restante ficando em algum lugar na natureza por tempo
indeterminado.