Infarto agudo do miocárdio (IAM) ou enfarte agudo do
miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco,
é um processo que pode levar à morte (necrose)
de parte do músculo cardíaco por falta de aporte
adequado de nutrientes e oxigênio.
É causado pela redução do fluxo sangüíneo
coronariano de magnitude e duração suficiente
para não ser compensado pelas reservas orgânicas.
A causa habitual da morte celular é uma isquemia (deficiência
de oxigênio) no músculo
cardíaco, por oclusão de uma artéria coronária.
A oclusão se dá em geral pela formação
de um coágulo sobre uma área previamente comprometida
por aterosclerose causando estreitamentos luminais de dimensões
variadas.
O diagnóstico definitivo de um infarto depende da demonstração
da morte celular. Este diagnóstico é feito de
maneira indireta, por sintomas que a pessoa sente, por sinais
de surgem em seu corpo, por alterações em um eletrocardiograma
e por alterações de certas substâncias (marcadores
de lesão miocárdica) no sangue.
O tratamento busca diminuir o tamanho do infarto e reduzir as
complicações pós infarto. Envolve cuidados
gerais como repouso, monitorização intensiva da
evolução da doença, uso de medicações
e procedimentos chamados invasivos, como angioplastia coronária
e cirurgia cardíaca. O tratamento é diferente
conforme a pessoa, já que áreas diferentes quando
a localização e tamanho podem ser afetadas, e
resposta de cada pessoa ao infarto ser particular.
O prognóstico, ou seja, a previsão de evolução,
será tanto mais favorável quanto menor a área
de infarto e mais precoce o seu tratamento.