
Originariamente, o termo homossexualidade apareceu pela
primeira vez em um panfleto alemão de autoria anônima,
publicado em 1869, o qual se opunha à uma lei prussiana
de anti-sodomia. No mesmo ano, o termo homossexualidade
foi utilizado por um médico húngaro que
defendia sua legalização. Este termo detinha
uma conotação científica que permitia
se falar do fenômeno de maneira objetiva e sem um
julgamento negativo. Para elencar os homossexuais dentro
da legalidade, sem juízos de valor, criou-se não
apenas o termo homossexualidade, mas também definiu-se
a heterossexualidade. Na última década do
século XIX, o termo homossexualidade apareceu pela
primeira vez na língua inglesa, num trabalho do
tradutor Charles Gilbert Chaddock e, desde então,
tem sido amplamente utilizado na literatura contemporânea
versando sobre o tema.
Criaram-se, em seguida, outros termos para se discutir
a homossexualidade. Em primeiro lugar a homossexualidade
foi definida como preferência sexual a fim de rebater
a psiquiatria tradicional que a considerava como uma perversão,
ou, genericamente falando, um “desvio”. Quando
os militantes homossexuais tentaram provar a natureza
genética de seu comportamento, passaram a falar
em orientação sexual. Também se utilizou
outro termo como “modo de vida alternativo”.
Hoje, o termo “orientação sexual”
determina vários significados diferentes e, segundo
os estudiosos que detém uma visão positiva
sobre o termo, existem três orientações
sexuais, todas as três normais, naturais e fixas
em adultos (isto é, imutáveis):
- heterossexual – o indivíduo que se sente
sexualmente atraído por pessoas do sexo oposto;
- homossexual – o indivíduo que se sente
sexualmente atraído por pessoas do mesmo sexo;
- bissexual – o indivíduo que se sente atraído
tanto por pessoas de ambos os sexos, não necessariamente
no mesmo grau de intensidade.
Conceito de homossexualidade A homossexualidade é
definida como a preferência sexual por indivíduos
do mesmo sexo. Este conceito é um tanto vago, já
que o termo “preferência” pode conotar
a tendência a escolher, optar, e hoje se reconhece
que a homossexualidade não é mais vista
como opção, mas como uma orientação
sexual normal e definida na infância e, conforme
estudos mais hipotéticos, até mesmo genética.
Muitas pessoas têm a idéia pré-concebida
de que a humanidade toda é heterossexual e que
uma minoria de indivíduos encontra-se "viciada"
num comportamento homossexual. Assim, acreditam que a
homossexualidade é, simplesmente, um comportamento
anticonvencional que muitas pessoas escolhem externar.
Outros indivíduos acreditam que a homossexualidade
é uma das três orientações
sexuais normais, ou seja, o indivíduo simplesmente
é, não opta.
Como o grupo heterossexual é majoritário
e elaborador das leis de comportamento aprovado e reprovado,
o subgrupo homossexual tende a ser considerado como exogrupo
e, muitas vezes ao longo da história
da humanidade, como exogrupo "bode expiatório"
que vai pagar pelos "pecados" da sexualidade
como um todo.