Conflito entre Inglaterra e França,
de 1756 a 1763, que se alastra do território
norte-americano ao continente europeu. Sua origem está
na rivalidade econômica e colonial franco-inglesa
nos EUA e na Índia e na ocupação
dos estados franceses da Terranova e Nova Escócia,
no norte da América,
por colonos britânicos instalados na costa nordeste.
Em reação, tropas da França aliam-se
a tribos indígenas e atacam as 13 colônias
inglesas da região. Diante da investida francesa,
estas são obrigadas a unir-se à Coroa
britânica, deixando de lado os atritos comerciais
com a metrópole. A Inglaterra é a vencedora
do conflito, chamado pelos norte-americanos de "a
guerra contra os franceses e os índios".
Na Europa, a guerra propaga-se
em razão do êxito inicial francês
sobre as colônias norte-americanas. A Inglaterra
junta-se à Prússia e bloqueia os portos
franceses. Os ingleses apoderam-se de Quebec e de Montreal,
conquistando até a região dos Grandes
Lagos. Dominam ainda os territórios franceses
nas Antilhas, na África e na Índia. Em
conseqüência, a Inglaterra submete grande
parte do Império colonial francês, especialmente
as terras a oeste das colônias norte-americanas.
A França cede à Inglaterra o Canadá,
o Cabo Bretão, o Senegal e a Gâmbia e,
à Espanha – que entra na guerra em 1761
–, a Louisiana. A Espanha, por sua vez, cede a
Flórida aos ingleses.
Apesar de triunfante, a Inglaterra está em péssima
situação financeira. Em Londres, o Parlamento
decide penalizar os colonos com parte dos custos da
guerra. Alega que foi insuficiente o fornecimento de
homens e de equipamentos para garantir a vitória
contra os franceses. Junto com a taxação,
tenciona-se ampliar os direitos da Coroa na América
e forçar um regime de pacto, restringindo as
transações comerciais das colônias.
Os protestos surgem e a revolta aumenta com a proibição
inglesa de ocupação das terras conquistadas
dos franceses pelos norte-americanos, forçando-os
a viver apenas nas proximidades do litoral, região
de fácil controle. A Guerra dos Sete Anos acirra,
portanto, as divergências anglo-americanas, preparando
o terreno para a luta pela independência dos Estados
Unidos. Alguns líderes do movimento de autonomia
norte-americana surgem exatamente nessa época,
caso do presidente George Washington
A Guerra dos Sete Anos, foi uma série de conflitos
internacionais que ocorreram entre 1756 e 1763, durante
o reinado de Luís XV, entre a França,
a Áustria e seus aliados (Saxônia, Rússia,
Suécia e Espanha), de um lado, e a Inglaterra,
a Prússia e Hannover, de outro, e cujos objetivos
era conseguir o controle sobre a Silésia e a
supremacia colonial na América do Norte e na
Índia.
A fase norte-americana foi denominada Guerra Franco-Indígena
(ou Guerra Francesa e Indígena), e participaram
a Inglaterra e suas colônias norte-americanas
contra a França e seus aliados algonquinos. A
fase asiática iniciou o domínio britânico
nas Índias.
A fortaleza francesa de Louisbourg, Nova Escócia,
em 1758.
A fase norte-americana foi denominada Guerra Franco-Indígena
(ou Guerra Francesa e Indígena), e participaram
a Inglaterra e suas colônias norte-americanas
contra a França e seus aliados algonquinos. A
fase asiática iniciou o domínio britânico
nas Índias.
Foi o primeiro conflito a ter carácter mundial,
e o seu resultado é muitas vezes apontado como
o ponto fulcral que deu origem à inauguração
da era moderna. A Guerra foi precedida por uma reformulação
do sistema de alianças entre as principais potências
europeias, a chamada Revolução Diplomática
de 1756, e caracterizou-se pelas sucessivas derrotas
francesas na Alemanha (Rossbach), no Canadá (queda
de Québec e Montreal) e na Índia.