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Educação
 
 

Educação sexual é o ensino sobre a anatomia e psicologia da reprodução humana e demais aspectos do comportamento que se relacionam ao sexo. É imprescindível uma Educação Sexual livre de preconceitos, mitos e tabus. Porém, apesar do inquestionável avanço nas idéias, ainda há alguns conceitos extremamente retrógrados, além de terem sido criados outros extremamente consumistas, os quais associam a realização de homens e mulheres exclusivamente à aquisição de bens de consumo. Seu principal objetivo é não apenas a informação, mas também a formação integral do educando, capaz de transformar os valores sociais e culturais ligados à sexualidade de forma construtiva. Graças, principalmente, a maior liberdade política que o Brasil começou a vivenciar a partir da década de 80 a dimensão que a sexualidade tomou no cotidiano cresceu muito em relação a alguns anos. A Educação Sexual vem passando por discussões entre os educadores e estudiosos do tema, resultando em uma crescente publicação na área. Houve, e ainda há, questionamentos em relação aos tabus e a alguns preconceitos presentes na sociedade. Formularam-se novos conceitos, houve descobertas importantes na área da Medicina, Psicologia, Pedagogia, Sociologia entre outras, e ainda não podemos ignorar a ênfase que o tema vem ganhando na mídia. Mas o consenso sobre a temática da Educação Sexual, ao contrário do que se possa imaginar, não é tarefa simples. Dependendo da área de conhecimento em que a pesquisa ou o texto for produzido, eles terão características específicas da área. Figueiró (2001) percebeu que “posturas variadas estavam sendo adotadas pelos autores, quanto à maneira de encarar a Educação Sexual, o que refletia diferentes concepções filosóficas, pedagógicas e metodológicas” (p. xv). Nessa obra, a autora classificou as publicações brasileiras na área da Educação Sexual e, entre outras conclusões, constatou que 51,52% das publicações foram produzidas dentro da Abordagem Pedagógica, 36,36% da Abordagem Política, e que as abordagens Médica e Religiosa contribuíram, juntas, com apenas 6,06%.

 

 
 
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