Ouro Preto é um município brasileiro do
estado de Minas Gerais, famoso por sua magnífica
arquitetura colonial. Localiza-se a uma latitude 20º23'08"
sul e a uma longitude 43º30'29" oeste, estando
a uma altitude de 1179 metros. Sua população
estimada em 2004 era de 68 208 habitantes.
Foi a primeira cidade brasileira a ser declarada pela
UNESCO, Patrimônio Histórico e Cultural da
Humanidade, no ano de 1980.
No município há 13 distritos: Amarantina,
Antônio Pereira, Cachoeira do Campo, Engenheiro
Correia, Glaura, Lavras Novas, Miguel Burnier, Santa Rita,
Santo Antônio do Leite, Santo Antônio do Salto,
São Bartolomeu e Rodrigo Silva, além da
sede.

Uma fabulosa e linda cidade setecentista
encravada num vale profundo das montanhas mineiras. Anacrônica,
espantosa, fascinante... Ouro Preto ressurge como uma
visão, uma miragem em meio à densa névoa
matutina. A sensação para os visitantes
de primeira viagem é empolgante. De repente parece
que a viagem no tempo é uma realidade. Uma romaria
de vivos se mistura a uma romaria de mortos. Figuras históricas
e/ou anônimas se confundem aos contemporâneos.
Esbarram e semeiam falácias.
Ouro Preto está acima do bem e do mal. Quem não
pensa assim não aproveita bem a cidade. é
extremamente humana, por isso mesmo corajosa e cruel.
A crueldade está escrita nas paredes entumecidas
pela queima de óleo de baleia das antigas minas
de ouro. Os escravos eram forçados a entrar em
pequenas aberturas e lá ficavam praticamente o
dia inteiro, respirando a fumaça das tochas, o
suor exausto e o sufocante exalar de urina e fezes. Já
a coragem repousa resplandecente no Panteão da
Liberdade, onde descansam os restos daqueles que um dia
sonharam a independência de Minas Gerais e também,
e por que não, do Brasil.

Ouro Preto está acima do bem e do mal. Quem não
pensa assim não aproveita bem a cidade. é
extremamente humana, por isso mesmo corajosa e cruel.
A crueldade está escrita nas paredes entumecidas
pela queima de óleo de baleia das antigas minas
de ouro. Os escravos eram forçados a entrar em
pequenas aberturas e lá ficavam praticamente o
dia inteiro, respirando a fumaça das tochas, o
suor exausto e o sufocante exalar de urina e fezes. Já
a coragem repousa resplandecente no Panteão da
Liberdade, onde descansam os restos daqueles que um dia
sonharam a independência de Minas Gerais e também,
e por que não, do Brasil.
Em Ouro Preto não há lugar para maniqueísmos.
Devemos apenas nos remeter a uma época sem leis;
uma sopa caótica de interesses que tomou forma
e deu origem à primeira sociedade com características
modernas do Brasil. Se nosso país nasceu em algum
ponto do litoral, sua concepção como nação
se deu em Minas. E sua mãe foi Vila Rica e seu
alimento o ouro.
Por seu valor, Ouro Preto foi decretada Cidade Monumento
Nacional em 1933. Os olhares e o reconhecimento do mundo
viriam em 1980, quando a Unesco a declarou Patrimônio
Cultural da Humanidade. Seu legado é maior que
as fronteiras, sua essência é a própria
essência do homem.