Bem Vindo (a) Qcppesquisa.com
Faça Aqui sua pesquisa:
 
Matéria escolar
Gramática
Redação
Matemática
História
Geografia
Biologia
Química
Física
Espanhol
Literatura
Inglês
w
Canais
Artes
Beleza
Bulimia
Concursos
Doenças
Direitos
Drogas
Ecologia
Educação

Emprego

Guerras
Guia de Profissões
Informática
Psicologia
Reciclagem
Religião
Saúde
Sexualidade
Vestibular
   
Bulimia
 
Bulimia

Bulimia

Atualmente muito se tem ouvido falar em transtornos alimentares, especialmente a Anorexia e a Bulimia Nervosa, que tornaram-se pauta na mídia devido à morte de jovens do mundo da moda que os vivenciavam e pela história de vida da personagem Gisele, da novela "Páginas da Vida". Dr. Elson Mota, médico psiquiatra e psicoterapeuta, ajuda a esclarecer algumas pertinentes questões sobre estes distúrbios do comportamento alimentar, relacionados à percepção da auto-imagem.

1) O que leva uma pessoa a tornar-se bulímica ou anoréxica?


As vezes pode ser difícil identificar com precisão o que leva uma pessoa a tornar-se bulímica ou anoréxica. Não só nesse caso, mas na grande maioria dos transtornos comportamentais, vamos encontrar essa dificuldade. O que sabemos, é que normalmente encontraremos a presença de três elementos básicos: Os fatores predisponentes (que vão identificar a possibilidade de desencadear esse ou aquele transtorno, normalmente ligados a predisposição genética), os fatores desencadeantes ( identificados na presença de um trauma ou um evento marcante que claramente definiu o início da doença) e os fatores psicológicos (no caso da bulimia e anorexia, normalmente ligados à preocupações exageradas em relação a forma física, incrementados pelas exigências da mídia que cultua formas magras e a uma baixa auto-estima desses indivíduos).

2) Toda pessoa que tem bulimia ou anorexia é magra?


No caso da anorexia sim, já que essa tem seus critérios diagnósticos baseados em alguns fatores que incluem a perda ponderal importante como exigência para se firmar o mesmo. Em relação à bulimia nem sempre isso ocorre. Nesse caso, o que temos é um processo compulsivo de tentar expurgar (através de vômitos provocados, uso de laxantes ou exercícios exagerados) um possível excesso alimentar.
No entanto, nem sempre tal fato é acompanhado de uma perda ponderal importante, mas sempre estará ligado à vontade de perder peso ou de não aumentar o peso existente. Concluindo: Até mesmo alguém que esteja acima do peso mas que, por várias vezes por semana, provoca vômitos no intuito de se livrar da alimentação ingerida, é considerada bulímica.

3) A bulimia pode levar a um quadro de anorexia?


De fato uma pessoa bulímica pode tornar-se anoréxica. Quando um bulímico passa a ter uma progressiva preocupação com a imagem corporal, pode desenvolver dietas restritivas radicais e, consequentemente, alterações físicas que vão caracterizá-lo como anoréxico.
4) Existe anorexia com bulimia?


Sim, pode existir. Encontramos quadros clássicos de anorexia, com baixíssima ingestão alimentar, e que, apesar disso, realizam atos expurgatórios toda vez que entendem que "passaram" do limite desejável.

5) Porque as pessoas demoram tanto tempo para procurar tratamento?


Por vários fatores: Desinformação, vergonha, preconceito; mas principalmente por não se sentirem realmente doentes. Muitos consideram seus atos expurgatórios, vômitos provocados etc., como um método válido de manutenção de seu peso, nos casos dos bulímicos. Na anorexia encontramos por parte destes, a crença de que ainda estão acima do peso desejável, e por isso acabam rejeitando qualquer forma de tratamento que os façam ganhar mais algum peso.
6) É possível identificar uma tendência à anorexia antes que ela esteja instalada?


Costuma-se dizer que nada começa de repente. Normalmente podemos identificar uma preocupação exagerada com a forma física, estando esta como principal objeto de suas vidas e de seus anseios. É também comum observarmos, antes do quadro instalado, uma sucessão de dietas e práticas descontroladas na tentativa de se perder peso. Além disso, podemos notar um culto a artistas, famosos e até mesmo amigos que possuam formas esquálidas.

7) Um jovem que tenha uma vida saudável pode em um determinado momento desenvolver uma bulimia ou anorexia?


Sim. Algumas dietas exageradas, o desejo de se tornar cada vez mais magro, o medo da rejeição social, podem aos poucos ir desenvolvendo nestes um desejo de emagrecimento, que pode num determinado ponto sair do controle e desenvolver um transtorno alimentar. Existem casos de atores que desenvolveram o transtorno após atuarem em papéis em que lhes foram exigidos uma perda ponderal importante em um curto espaço de tempo.

8) Existem exames que possam ajudar a detectar se realmente estamos diante de uma anorexia ou de uma bulimia?


Mais uma vez vale o velho ditado médico que diz : A clínica é soberana. O aspecto comportamental e a avaliação física e nutricional são de fundamental importância. No entanto, alguns exames são de grande relevância, incluindo hemograma, dosagem hormonal, além de outros que podem identificar um déficit nutricional ocasionado pela abstinência alimentar. Outro exame que pode ser importante é a cintilografia de perfusão cerebral, que analisa áreas do cérebro que podem estar afetadas, dando um perfil do seu comprometimento, bem como da existência de alterações paralelas.

9) Podemos dizer que todo indivíduo que está bem abaixo do peso ideal é anoréxico?


De forma alguma. Temos que entender que a anorexia compreende uma alteração comportamental em que estará presente um desejo consciente de realizar uma restrição alimentar radical, baseada na distorção da imagem corporal, ou seja: Por mais que a pessoa esteja magra, ela não se vê como tal. Além disso, é de fundamental importância que se estabeleça uma avaliação que exclua outras doenças.

10) Que tipo de doenças seriam?


Principalmente as doenças consuptivas como neoplasias, tuberculoses, AIDS, tumores cerebrais etc.; além de diabetes e outras patologias endocrinológicas.
Bulimia, assim como a anorexia é uma disfunção alimentar. Tem incidência maior a partir da adolescência e prevalência de 2 a 4%. Em 90% dos casos ocorre em mulheres. A pessoa bulímica tende a apresentar períodos em que se alimenta em excesso, muito mais do que a maioria das pessoas conseguiriam se alimentar em um curto espaço de tempo, seguidos pelo sentimento de culpa. Para critérios diagnósticos esses episódios devem ocorrer pelo menos duas vezes por semana em um período de pelo menos 3 meses. Além deles não ocorrerem durante episódios de anorexia (há um subtipo de anorexia chamada de compulsão periódica/purgativo em que também há episódios de alimentação maciça seguidas de indução de vômitos, uso de laxantes, enemas ou diuréticos. Para "compensar" o ganho de massa, o bulímico exercita-se de forma desmedida, vomita o que come e/ou faz uso excessivo de purgantes e diuréticos. O bulímico pode se encontrar com peso normal aumentado ou diminuído (mas não chegando à magreza da anorexia). Suas causas não saõ bem conhecidas, havendo múltiplos fatores que podem contribuir para seu desenvolvimento, como genéticos, socioculturais e psicológicos. Há relação com transtornos do humor, como depressão, transtornos de ansiedade e em alguns casos com trantornos de personalidade.
A bulimia pode levar a complicações, tais como : danos severos ao esôfago, e aos dentes, por causa do ácido estomacal, presente no vômito, que corrói tais órgãos, alterações hidroeletrolíticas decorrentes da purgação ou vômitos e que em alguns casos pode levar à morte.
Pacientes bulímicos costumam envergonhar-se de seus problemas alimentares e, assim, buscam ocultar seus sintomas. Dessa forma, as compulsões periódicas geralmente ocorrem sem o conhecimento dos pais, dos amigos ou das pessoas próximas..
Após a Bulimia ter persistido por algum tempo, os pacientes podem afirmar que seus episódios compulsivos não mais se caracterizam por um sentimento agudo de perda de controle, mas sim por indicadores comportamentais de prejuízo do controle, tais como dificuldade a resistir em comer em excesso ou dificuldade para cessar um episódio compulsivo, uma vez que iniciado.
Esses pacientes podem "jejuar" por um dia ou mais ou exercitar-se excessivamente na tentativa de compensar o comer compulsivo.
Tratamento Envolve abordagem multiprofissional. Psicoterapia, abordagem dietética e tratamento medicamentoso são as principais vertentes. Na maioria das vezes os pacientes não precisam ser internados, devendo ser acompanhados ambulatorialmente. Os medicamentos mais utilizados e estudados são os antidepressivos, como os tricíclicos e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina.

 
 
www.qpmemorizar.com | www.paripe.net |