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História: é uma ciência humana que estuda o desenvolvimento do homem no tempo. A História analisa os processos históricos, personagens e fatos para poder compreender um determinado período histórico, cultura ou civilização.

OS HOLANDESES NA BAHIA

Uma notícia de que a Companhia da Índias Ocidentais preparava na Holanda uma poderosa esquadra para atacar a Bahia chegou ao Brasil bem antes de se realizar a invasão. O governadorgeral, Diogo de Mendonça Furtado, organizou a resistência aos invasores. Como os holandeses tardaram a chegar, os preparativos para recebê-los foram relaxados. Em 9 de Maio de 1.624, os 26 navios da Holanda entraram na baía de Todos os Santos, a resistência revelou-se inútil. As deserções foram muitas, os holandeses conquistaram Salvador. Tomaram oito navios que se encontravam no porto e incendiaram sete.
Diogo de Mendonça Furtado foi preso e embarcado para a Holanda. As forças brasileiras e portuguesas não eram suficientes para atacar frontalmente os holandeses. Com a morte do bispo Dom Marcos, em 1.624, cada vez mais a situação dos invasores era pior. As emboscadas praticamente os confinavam em Salvador, onde conseguiam ser abastecidos por mar. No fim de Março de 1.625, chegou o auxílio pedido à Espanha pelos portugueses. Os holandeses foram obrigados a desistir da luta e, em 1º de Maio de 1.625, se renderam.

OS HOLANDESES EM PERNAMBUCO

A TOMADA DE OLINDA E RECIFE

A perda sofrida pela Companhia da Índias Ocidentais, com o fracasso da Bahia, foi recompensada quando o almirante holandês Piet Heyn aprisionou uma esquadra espanhola carregada de prata, que viajava do México para a Espanha. O enorme lucro conseguido com esse aprisionamento foi utilizado para financiar uma nova expedição ao Brasil. Dessa vez os holandeses atacariam a capitania de Pernambuco, o maior centro açucareiro da colônia.
O governador de Pernambuco, Matias de Albuquerque, preparou suas forças para resistir aos invasores, utilizando somente os recursos materiais e humanos disponíveis em Pernambuco, pois a tropa que a Espanha colocou à sua disposição era formado por apenas 27 soldados.
As tropas holandesas desembarcaram na praia do Pau Amarelo e avançaram em direção a Olinda, que foi tomada depois de muita luta. Matias de Albuquerque preparou-se para resistir no Recife. Mandou queimar os armazéns e os navios que se encontravam no porto e distribuiu seus homens em pontos estratégicos.
Os holandeses conseguiram dominar Recife, e Marias de Albuquerque foi obrigado a retirar-se para um local distante, que ficava aproximadamente seis quilômetros de Recife e Olinda. Os holandeses conseguiram incendiar Olinda e concentraram-se no Recife, onde permaneceram encurralados durante dois anos, impedidos pelas emboscadas dos pernambucanos de ampliar suas conquistas.
A Companhia das Índias Ocidentais pensava em desistir da ocupação de Pernambuco, quando ocorreu a deserção de Domingos Fernandes Calabar, que lutara então ao lado dos pernambucanos. Foi providencial para os holandeses o auxílio prestado por Calabar , que conhecia os pontos fracos da defesa pernambucana e os caminhos da região em que se desenrolava a luta. Ao mesmo tempo, a Holanda mandava reforços e a resistência dos colonos, privados do apoio espanhol, começava a fraquejar. Depois de tantas lutas, os holandeses conseguiram alguns aliados no Brasil: negros, índios e mulatos que passavam a apoiar os flamengos em vista de suas promessas de liberdade; senhores de engenho que, vendo com preocupação seus canaviais ameaçados pela guerra e seus escravos fugindo, começaram a avaliar as vantagens de estabelecer a paz com os invasores.
Em 1.637, a Holanda enviou outra esquadra a Pernambuco. Nela vinha o novo governador do Brasil holandês: o conde João Maurício de Nassau – Siegen.Iniciando-se assim o governo de Nassau.

 
 
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