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Biologia:
é o estudo dos processos vitais dos organismos |
A aids é uma doença que se manifesta
após a infecção do organismo humano pelo
Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido
como HIV. Esta sigla é proveniente do inglês
- Human Immunodeficiency Virus.
Também do inglês
deriva a sigla AIDS, Acquired Immune Deficiency Syndrome, que
em português quer dizer Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida.
Síndrome
Grupo de sinais e sintomas que, uma vez considerados em conjunto,
caracterizam uma doença.
Imunodeficiência
Inabilidade do sistema de defesa do organismo humano para se proteger
contra microorganismos invasores, tais como: vírus, bactérias,
protozoários,
etc.
Adquirida
Não é congênita como no caso de outras imunodeficiências.
A aids não é causada espontaneamente, mas por um
fator externo (a infecção pelo HIV).
O HIV destrói os linfócitos - células
responsáveis pela defesa do nosso organismo -, tornando
a pessoa vulnerável a outras infecções e
doenças oportunistas, chamadas assim por surgirem nos momentos
em que o sistema imunológico do indivíduo está
enfraquecido.
Há alguns anos, receber o diagnóstico
de aids era quase uma sentença de morte. Atualmente, porém,
a aids já pode ser considerada uma doença crônica.
Isto significa que uma pessoa infectada pelo HIV pode viver com
o vírus, por um longo período, sem apresentar nenhum
sintoma ou sinal. Isso tem sido possível graças
aos avanços tecnológicos e às pesquisas,
que propiciam o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais
eficazes. Deve-se, também, à experiência obtida
ao longo dos anos por profissionais de saúde.
Todos estes fatores possibilitam aos portadores do vírus
ter uma sobrevida cada vez maior e de melhor qualidade.
Sintomas
A aids não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas.
Entretanto, os sintomas iniciais são geralmente semelhantes
e, além disso, comuns a várias outras doenças.
São eles: febre persistente, calafrios, dor de cabeça,
dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios
ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou
na virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer.
Com a progressão da doença e com
o comprometimento do sistema imunológico do indivíduo,
começam a surgir doenças oportunistas, tais como:
tuberculose, pneumonia, alguns tipos de câncer, candidíase
e infecções do sistema nervoso (toxoplasmose e as
meningites, por exemplo).
Formas de contágio
sexo vaginal sem camisinha
sexo anal sem camisinha
sexo oral sem camisinha
uso da mesma seringa ou agulha
por mais de uma pessoa
transfusão de sangue
contaminado
mãe infectada pode passar o HIV para o filho durante
a gravidez, o parto e a amamentação
Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados
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sexo, desde que se use corretamente a camisinha
masturbação a dois
beijo no rosto ou na boca
suor e lágrima
picada de inseto
aperto de mão ou abraço
talheres / copos
assento de ônibus
piscina, banheiros, pelo ar
doação de sangue
sabonete / toalha / lençóis
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Prevenção:
Diversos estudos confirmam a eficiência do preservativo
na prevenção da aids e de outras doenças
sexualmente transmissíveis. Em um estudo realizado recentemente
na Universidade de Wisconsin (EUA), demonstrou-se que o correto
e sistemático uso de preservativos em todas as relações
sexuais apresenta uma eficácia estimada em 90-95% na prevenção
da transmissão do HIV. Os autores desse estudo sugerem
uma relação linear entre a freqüência
do uso de preservativos e a redução do risco de
transmissão, ou seja, quanto mais se usa a camisinha menor
é o risco de contrair o HIV.
A camisinha é
mesmo impermeável?
A impermeabilidade é um dos fatores que
mais preocupam as pessoas. Em um estudo feito nos National Institutes
of Health dos Estados Unidos, ampliou-se o látex do preservativo
(utilizando-se de microscópio eletrônico), esticando-o
em 2 mil vezes e não foi encontrado nenhum poro. Outro
estudo examinou as 40 marcas de preservativos mais utilizadas
em todo o mundo, ampliando 30 mil vezes (nível de ampliação
que possibilita a visão do HIV) e nenhum exemplar apresentou
poros.
Em outro estudo mais antigo de 1992, que usou
microesferas semelhantes ao HIV em concentração
100 vezes maior que a quantidade encontrada no sêmen, os
resultados demonstraram que, mesmo nos casos em que a resistência
dos preservativos mostrou-se menor, os vazamentos foram inferiores
a 0,01% do volume total. O estudo concluiu que, mesmo nos piores
casos, os preservativos oferecem 10 mil vezes mais proteção
contra o vírus da aids do que a sua não utilização.
E por que às
vezes estoura?
Quanto à possibilidade do preservativo
estourar durante o ato sexual, as pesquisas sustentam que os rompimentos
se devem muito mais ao uso incorreto do preservativo, do que a
uma falha estrutural do produto. Nos Estados Unidos, um estudo
realizado em 1989 indicou que a taxa de rompimento da camisinha
era inferior a 1%. Porém, em 1994, foi conduzido um importante
estudo multicêntrico sobre essa possibilidade em 8 países
(República Dominicana, México, Estados Unidos, Gana,
Quênia, Malawi, Nepal e Sri Lanka), encontrando-se, então,
uma taxa de rompimento que variou entre 0,6% (no Sri-Lanka) a
13,3% (em Gana).
O dado mais convincente sobre a eficiência
do preservativo na prevenção contra o HIV foi demonstrado
por um estudo realizado entre casais, onde um dos parceiros estava
infectado pelo HIV e o outro não. O estudo mostrou que,
com o uso consistente dos preservativos, a taxa de infecção
pelo HIV nos parceiros não infectados foi menor que 1%
ao ano.
Diante dos resultados desses estudos, realizados
por instituições renomadas e de credibilidade, pode-se
dizer que o correto e freqüente uso do preservativo contribui
de forma eficaz tanto para a prevenção de enfermidades
quanto para evitar a ocorrência de gravidez não planejada.
Exames de HIV e
aids:
Testes para o diagnóstico da infecção pelo
HIV
O diagnóstico da infecção
pelo HIV é feito por meio de testes, realizados a partir
da coleta de uma amostra de sangue.
Esses testes podem ser realizados em unidades
básicas de saúde, em Centros de Testagem e Aconselhamento
(CTA) e em laboratórios particulares. Nos CTA, o teste
anti-HIV pode ser feito de forma anônima e gratuita.
Nesses Centros, além da coleta e da execução
dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois
do teste, feito de forma cuidadosa a fim de facilitar a correta
interpretação do resultado, tanto pelo profissional
de saúde como pelo paciente.
Todos os testes devem ser realizados de acordo
com a norma definida pelo Ministério da Saúde e
com produtos registrados na Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA/MS) e por ela controlados
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