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História:
é uma ciência humana que estuda o desenvolvimento
do homem no tempo. A História analisa os processos
históricos, personagens e fatos para poder compreender
um determinado período histórico, cultura
ou civilização. |
As eleições são realizadas
dia 3 de maio de 1933 e a Assembléia Constituinte é
instalada em 15 de novembro. Pela primeira vez uma mulher é
eleita deputada no país, a médica Carlota Pereira
de Queiroz. Promulgada em 15 de julho de 1934, a Constituição
mantém a república federativa, o presidencialismo,
o regime representativo e institui o voto secreto. Amplia os poderes
do Estado, que passa a ter autonomia para estabelecer monopólios
e promover estatizações. Limita a atuação
política do Senado, incumbindo-o da coordenação
interna dos três poderes federais. Institui o Conselho de
Segurança Nacional e prevê a criação
das justiças Eleitoral e do Trabalho. Nas disposições
transitórias, transforma a Assembléia Constituinte
em Congresso e determina que o próximo presidente seja
eleito indiretamente por um período de 4 anos.
GOVERNO CONSTITUCIONAL
Getúlio Vargas é eleito presidente
pelo Congresso em julho de 1934 e exerce o mandato constitucional
até o golpe do Estado Novo, em 10 de novembro de 1937.
Os três anos de legalidade são marcados por intensa
agitação política, greves e o aprofundamento
da crise econômica. Nesse quadro, ganham importância
movimentos como a Ação Integralista Brasileira (AIB)
e a Aliança Nacional Libertadora (ANL).
Ação Integralista Brasileira –
As idéias fascistas chegam ao Brasil
nos anos 20, propagam-se a partir do sul do país e dão
origem a pequenos núcleos de militantes. Em 1928 é
fundado o Partido Fascista Brasileiro. A organização
mais representativa dos fascistas, porém, é a Ação
Integralista Brasileira (AIB), fundada em 1932 pelo escritores
Plínio Salgado e Gustavo Barroso. O movimento é
apoiado por setores direitistas das classes médias, dos
latifundiários e dos industriais. Recebe a adesão
de representantes do clero católico, da polícia
e das Forças Armadas. Defende um Estado autoritário
e nacionalista que promova a "regeneração nacional",
com base no lema "Deus, Pátria e Família".
Plínio Salgado (1895-1975) nasce em São
Bento do Sapucaí, São Paulo, e estuda ciências
humanas em Minas Gerais. Desde jovem dedica-se ao jornalismo.
Elege-se deputado estadual em 1928 e, em 1932, funda a Ação
Integralista Brasileira (AIB). Em menos de quatro anos, o movimento
reúne mais de 300 mil adeptos em todo o país. De
inspiração nazi-fascista, adota uma simbologia nacionalista,
uma camisa verde como uniforme e, como saudação,
a palavra anauê, uma interjeição da língua
tupi. Apontado como líder do levante integralista de 1938,
Plínio Salgado é preso na fortaleza de Santa Cruz,
e depois exilado em Portugal. Volta ao Brasil
em 1945, com o fim do Estado Novo, e funda o Partido da Representação
Popular (PRP). Em 1955, concorre à Presidência da
República e chega em último lugar. Elege-se deputado
federal em 1958 e 1962 pelo PRP, e em 1966 e 1970 pela Arena.
Membro da Academia Paulista de Letras, escreve romances, ensaios
e obras políticas.
Plinio Salgado : líder do Integralismo Brasileiro
Aliança Nacional Libertadora – O
agravamento das condições de vida das massas urbanas
e rurais, e as tendências autoritárias de Vargas
fornecem os ingredientes para formar a Aliança Nacional
Libertadora (ANL), em março de 1935. A ANL é uma
grande frente política formada por ex-tenentes, comunistas,
socialistas, líderes sindicais e liberais alijados do poder.
O capitão da Marinha Hercolino Cascardo, líder da
revolta do couraçado São Paulo na Revolução
Paulista de 1924, é escolhido para dirigi-la. Luís
Carlos Prestes, ex-chefe da Coluna Prestes e já militante
do Partido Comunista, é indicado seu presidente de honra.
A ANL defende a suspensão definitiva do pagamento da dívida
externa, ampliação das liberdades civis, proteção
aos pequenos e médios proprietários de terra, reforma
agrária nos latifúndios improdutivos, nacionalização
das empresas estrangeiras e instauração de um governo
popular.
Luis Carlos Prestes foi presidente de
honra da ANL
Movimento nacional – Formada à semelhança
das frentes populares antifascistas e antiimperialistas da Europa,
a ANL é o primeiro movimento de massas de caráter
nacional. Em apenas 3 meses forma 1.600 núcleos, principalmente
nas grandes cidades. Só no Rio de Janeiro inscrevem-se
mais de 50 mil pessoas. Congrega operários, estudantes,
militares de baixa patente e membros da classe média. Seu
rápido crescimento assusta as classes dominantes. Surgem
campanhas contra a "ameaça comunista". Getúlio
Vargas começa a reprimir os militantes e, em 11 de julho
de 1935, decreta a ilegalidade da ANL e manda fechar suas sedes.
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